... porque eu não morri,não parti,não deixei.Só estive por ali.Vendo o que não sou,O que não tenho,Vivendo o que não quero.Pois não há outra coisa a fazer.Então, fique comigo.Fique comigo e vamos beber,Rir,Falar e não dizer.Fingir.Fingir que as coisas ruins não existem.Que está tudo perfeito,E que nada depende de nós...
September 21, 2009
Hoje, eu não quero ver o sol
vou prá noite, tudo vai rolar
O meu coração é só um desejo de prazer
Não quer flor, não quer saber de espinho
Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Automóveis piscam os seus faróis
Sexo nas esquinas, violentas paixões
Não me diga não, não me diga o que fazer
Não me fale, não me fale de você
(Fale de você, fale de você)
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
Olhos que procuram em silêncio
Ver nas coisas, cores irreais
O seu instinto, é o meu desejo mais puro
Esse seu ar obscuro
Meu objeto de prazer
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não de me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
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May 26, 2009
Cara,
Estou em dívida com você, eu sei. Entendo porque por vezes me olhas ressabiada, como se eu fosse para ti, um pária, alguém que não merece perdão. Eu sei. E peço-te desculpas. Porque não mereces isso. Não depois de tudo que passamos, não depois de saber tudo o que sei, não depois de tantos caminhos tortos.
Porém, peço que compreendas que por vezes é muito díficil vir até aqui, chegar a lugar tão remoto, ver que certas coisas são sempre as mesmas e que eu simplesmente sou o que tento não vê-las - porque, mesmo que não queira, acabo acreditando que o que está longe dos olhos não habita o coração. Eu sei disso também. Eu sei que isso é um ledo engano.
Mas, Minha Caríssima, compreenda que defendo e assumo que o que não tem remédio, remediado está e, no momento, é o que nos resta. Que fiquemos em silêncio, que por vezes eu te encare porém não te fale. Porque me faltam as palavras apropriadas. Certo, considero certo que me digas que entre nós nunca houve algo como "palavras certas" que sempre fomos dois que falamos demais mesmo proferindo tão pouco - porque os iguais se falam pelos olhos, pelas almas.
Me dói muito não vir ver-te. Mas me dói muito mais encarar certos fantasmas que estão pelos cantos. Porque eles dizem meu nome, me lembram o que não quero lembrar, me contam o que acontece e finjo não ver, reacendem a minha loucura. E, de pronto, não sou mais eu, sendo tão bem você.
Estou em dívida com você, eu sei. Entendo porque por vezes me olhas ressabiada, como se eu fosse para ti, um pária, alguém que não merece perdão. Eu sei. E peço-te desculpas. Porque não mereces isso. Não depois de tudo que passamos, não depois de saber tudo o que sei, não depois de tantos caminhos tortos.
Porém, peço que compreendas que por vezes é muito díficil vir até aqui, chegar a lugar tão remoto, ver que certas coisas são sempre as mesmas e que eu simplesmente sou o que tento não vê-las - porque, mesmo que não queira, acabo acreditando que o que está longe dos olhos não habita o coração. Eu sei disso também. Eu sei que isso é um ledo engano.
Mas, Minha Caríssima, compreenda que defendo e assumo que o que não tem remédio, remediado está e, no momento, é o que nos resta. Que fiquemos em silêncio, que por vezes eu te encare porém não te fale. Porque me faltam as palavras apropriadas. Certo, considero certo que me digas que entre nós nunca houve algo como "palavras certas" que sempre fomos dois que falamos demais mesmo proferindo tão pouco - porque os iguais se falam pelos olhos, pelas almas.
Me dói muito não vir ver-te. Mas me dói muito mais encarar certos fantasmas que estão pelos cantos. Porque eles dizem meu nome, me lembram o que não quero lembrar, me contam o que acontece e finjo não ver, reacendem a minha loucura. E, de pronto, não sou mais eu, sendo tão bem você.
Porém, peço-te: alegra-te por mim. Porque vivo em paz, porque adormeço os medos, esqueço as dores. Pelo menos na maior parte do tempo. Alegra-te por mim. Porque não desisto, acredito que ainda há salvação, há esperença. Alegra-te por mim. Porque não desisto, tento salvar-me constantemente e salvar-me significa deixar que voltes a vida, que voltes a minha vida, que eu não mais tema, ser novamente ti.
[para aquele que me vê, me sente,
mas que tão pouco me entende
não por erro seu,
mas por descuido meu]
mas que tão pouco me entende
não por erro seu,
mas por descuido meu]
Mais uma vez eu vou te deixar
Mas eu volto logo pra te ver
Vou com saudades no meu coração
Mando notícias de algum lugar...
Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar demais
Mas mesmo na distância o meu pensamento voa longe demais
Fico imaginando você sofrendo na solidão
Quando eu vou deitar penso em você em seu quarto dormindo
Mais uma vez eu vou te deixar
Mas eu volto logo pra te ver
To com saudades no meu coração
Mando notícias de algum lugar...
Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar de mais
Mas mesmo na distância o meu pensamento voa longe demais
Fico imaginando você vivendo na solidão
Quando eu vou deitar penso em você em seu quarto dormindo
Longe de você meu bem, longe da alegria
Longe de você meu bem, longe do nosso
Mais uma vez...
May 12, 2009
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu vou te amar
A cada despedida
Eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar..
E cada verso meu será
Prá te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa tua ausência me causou...
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu vou te amar
A cada despedida
Eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar...
E cada verso meu será
Prá te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa tua ausência me causou...
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida...
... dizem - eles dizem, eu não sei - que as coisas sempre se acertam, que as coisas sempre chegam a uma conclusão. Que tudo tem uma solução e que nada é irremediável.
Dizem.
Eles dizem.
Eu não sei.
April 15, 2009
Ninguém durma! ninguém durma!
Tu também, ó princesa, na tua fria alcova olhas as
Estrelas que tremulam de amor e de esperança!
Mas o meu mistério está fechado comigo,
O meu nome ninguém saberá!
Não, não, sobre a tua boca o direi,
Quando a luz resplandescer!
E o meu beijo destruirá o silêncio que te faz minha!
O seu nome ninguém saberá ...
E nós deveremos, ai de nós, morrer!
Morrer!
Desvaneça, ó noite!
Desapareçam, estrelas!
Desapareçam, estrelas!
Pela manhã vencerei!
Vencerei! vencerei!
nessun dorma
Giácomo puccini
E mesmo que permanecesse, mesmo que quieta ficasse, ela no fundo sabia. Porque sempre soubera a cena final, o momento temido, aquilo que não havia como evitar. Porque era o destino, a sina, o mistério, o desfecho. E ela ficava quieta, muito quieta e sem olhar. Porque queria que assim não o fosse. Porque queria poder esquecer e, simplesmente, recomeçar.
Entretanto, sempre soubera - como tantas vezes tinha repetido a si mesma - que certas coisas não são evitáveis. Certas coisas pertencem a história antes mesmo que fosse história, antes mesmo que ela fosse ela, antes que o mundo fosse o mundo. Porque já vinha assim, era para ser assim. E não é que ela se recusasse a aceitar. Não que ela se rebelasse. Tampouco era que ela o queria. Sabia da dor, da angústia, do alívio, da sensação de paz, da escuridão. Era. Somente era. E nada dependia dela - e se repetia, repetia e repetia. Queria convencer-se, convencer aos que nada sabiam, avisá-los que, não, não havia culpados. Não havia motivos. Certas coisas simplesmente são. Simplesmente acontecem.
March 11, 2009
February 27, 2009
Me dá o tempo que preciso,
O colo, o aconchego.
Porque, no final das contas,
O que me sobra é o medo,
Das coisas não ditas,
Dos precipícios evitados
E toda essa história
De só fazer o bem.
Então, eu preciso de tempo
Para assimilar tudo o que necessito
Para saber realmente qual é o meu caminho
E quais das coisas que deixei para trás
Realmente me farão falta.
Porque a vida não é simplesmente
Um sim,
Um não.
Porque sempre há uma nuance,
Um talvez.
Algo que nos dá medo,
Mas que pode ser divinamente prazeroso.
O colo, o aconchego.
Porque, no final das contas,
O que me sobra é o medo,
Das coisas não ditas,
Dos precipícios evitados
E toda essa história
De só fazer o bem.
Então, eu preciso de tempo
Para assimilar tudo o que necessito
Para saber realmente qual é o meu caminho
E quais das coisas que deixei para trás
Realmente me farão falta.
Porque a vida não é simplesmente
Um sim,
Um não.
Porque sempre há uma nuance,
Um talvez.
Algo que nos dá medo,
Mas que pode ser divinamente prazeroso.
February 1, 2009
"Quanto mais ando, querendo pessoas, parece que entro mais no sozinho do vago..." - foi o que pensei na ocasião. De pensar assim me desvalendo. Eu tinha culpa de tudo, na minha vida, e não sabia como não ter. Apertou em mim aquela tristeza, da pior de todas, que é a sem razão de motivo; que, quando notei que estava com dor-de-cabeça, e achei que por certo a tristeza vinha era daquilo, isso até me serviu de bom consolo. E eu nem sabia mais o montante que queria, nem aonde eu extenso ia."
Grande Sertão:Veredas
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