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[Sonata aos de fora]

E dentro do silêncio há o impensável, O inevitável, O que se busca com a mesma força que se evita E dentro se imagina que não há mais mundo lá for a Que a coerência é pessoal demais para ser considerada regra Que a vida é pouco para quem quer muito E se fico aqui dentro É que o que está for a não me completa, Não me traduz, Não me refaz Porque me são necessárias as noites de mais completo silêncio, Porque não me sufocam os dias de paz Tenho essa necessidade inerente de ser eu mesma E não ter que pedir permissão aos demais.     E há dentro tudo que evito E dentro estão as minhas ilusões E aqui vivem os meus sonhos E não há decepções     E se vivo te dizendo Não tenha medo, porque sei o que faço, Não pense que é mera ironia ou blefe Eu não me arrependo, não me desculpo. Sei que mereço Não renego E realmente só me entendo Quando me tranco aqui dentro.

Ai de mim

    [porque há momentos na vida que a gente pára de achar que se é possível ser tudo na mesma hora, ter tudo ao mesmo tempo...]     Ai de mim Que de mim não tenho pena Que acredito que realmente Não tenho destino mais triste Além de seguir pelo meu caminho.     Ai de mim Que vivo esse não sei o quê Que tenho medo da próxima curva E finjo não ver que perco o meu tempo Sendo o que sempre vou ser.     Ai de mim Que tenho essa vontade angustiante Essa coisa de correr e não seguir De perder o fôlego à toa. De envelhecer e jamais crescer.     Pobre de mim Que cheguei ao extremo de sentir lástima. Muita lástima. Ai de mim.        

Y qué hacer…

ya tuve que ir obligado a misa ya toque en el piano para elisa ya aprendí a falsear mi sonrisa ya camine por la cornisa ya cambie de lugar mi cama ya hice comedia ya hice drama fui concreto y me fui por las ramas ya me hice el bueno y tuve mala fama ya fue ético y fui errático ya fui escéptico y fui fanático ya fui abúlico y metódico ya fui púdico fui caótico ya leí arthur conan doyle ya me pase de nafta a gas oil ya leí a bretón y a mollier ya dormí en colchón y en sommier ya me cambie el pelo de color ya estuve en contra y estuve a favor lo que me daba placer ahora me da dolor ya estuve al otro lado del mostrador y oigo una voz que dice sin razón vos siempre cambiando ya no cambias más y yo estoy cada vez más igual ya no sé que hacer conmigo ya me ahogue en un vaso de agua ya plante café en nicaragua ya me fui a probar suerte a usa ya jugué a la ruleta rusa ya creí en los marcianos ya fui ovolazo vegetariano, sano fui quieto y fui gitano ya estuve tranqui y estuve hasta las manos hic...

O passado nem sempre é tão irreconhecível... – reload 2008.

A vida anda meio louca, meio complicada, meio perdida. Em muitos momentos já tive certeza. E obviamente, houve a dor, a tristeza, o arrependimento, o soco na boca do estômago. E sim, é triste mas contabilizo tudo isso. Não sou um espírito tão evoluído ao ponto de só ver a luz. Mas também sei ser Pollyanna, brincar que no final das contas seremos todos felizes, que muito do que me tira o sono hoje em dia não terá a menor importância daqui a 10 anos. Ou 5. Até mesmo 1. Quem sabe amanhã o motivo de meu suicídio de hoje não seja nada realmente. Mas sou assim, teatral, organizada nesse lugar tão organizado. Choro por tudo e vejo muito pouca graça em coisas que fazem a humanidade rolar de rir. (Humor sutil, talvez. Na verdade, é mais sarcasmo mesmo) Vamos ser sinceros, e dizer nossos defeitos no primeiro encontro: As coisas devem ser como eu quero, não nego (mas, por vezes, faço concessões); não aceito muito bem mudanças de plano (desisti de lutar contra isso); não suporto atrasos. Não me d...

O que eu não aprendi.

Muita coisa mudou. Muita mesmo. E eu sempre me dou conta do fato ao olhar fotos antigas. Não que a mudança seja física ou algo tão palpável assim. Pelo contrário. Muitas delas só eu as conheço mesmo. Ñão quero comentá-las. Não acho que venha ao caso. Entretanto, as coisas que eu ainda não aprendi são as que me molestam, realmente. Depois de tanto tempo eu ainda não aprendi que não adianta que você não se intrometa na vida alheia ou não aponte os erros de terceiros - eles sempre farão isso com você.
... e o que mais incomondava era aquela sensação de algo fora de lugar - porque sempre lhe parecia que havia algo fora de seu devido lugar. Porque lhe parecia que não estava em seu devido posto, que não fazia muito bem o que queriam dela, que não desempenhava com habilidade o seu papel. Queria, por causa disso, fugir, fugir e fugir, ir para onde ninguém a conhecesse e assim pudesse recomeçar. Porém, encontrava outro problema: recomeçar em quê? Recomeçar o quê? Se ela sequer sabia muito bem o que realmente fazia ou o que definitivamente era...

[to my bubbly]

Eu estou acordada há algum tempo agora Você fez com que eu me sentisse como uma criança agora Porque toda vez que eu vejo seu rosto animado Eu sinto um arrepio num lugar bobo [Refrão] Começa na ponta dos meus pés Me faz enrugar o nariz Para onde for, eu sempre sei Que você me faz sorrir Por favor, fique por um instante agora Não tenha pressa Em qualquer lugar que você vá A chuva está caindo no vidro da minha janela Mas nós estamos nos escondendo em um lugar seguro Debaixo das cobertas, ficando secos e quentes Você me dá sentimentos que eu adoro [Refrão] O que eu vou dizer Quando você faz com que eu me sinta desse jeito? Eu apenas......... Refrão Já faz um tempo que eu adormeci Você me cobriu como uma criança agora Porque toda vez que você me segura em seus braços Eu fico confortável o bastante para sentir o seu calor Começa na minha alma E eu perco todo o controle Quando você beija o meu nariz O sentimento aparece Porque você me faz sorrir Baby, não se apresse Enquanto você me abraça f...
Vivo sendo esquecida. Ainda bem que não tenho problemas psicológicos sérios. Seria um prato cheio.
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... e tudo o que posso dizer no momento é que me dei conta que o grande problema - não da humanidade, mas da parte que me interessa - é a falta de vontade. Porque, no final das contas, se tem o que se quer mas não se sabe muito bem o porquê de tal querer. E não tem gosto de passageiro e lamenta-se a perda mas não se descobre o porquê. E falta esse entendimento, essa coisa não-nomeada, que não está muito bem definida... mas que posso resumir com a simples sentença: falta paixão. Porque no final das contas se fez para seguir o rio, era o que esperava e, assim, passou a querer. Mas de repente observo de fora, reparo nas nuances e nos detalhes... E sim, faltou paixão. Fecham-se as cortinas. Próximo ato, por favor.
A idéia de saber o que tenho que fazer me irrita profundamente.
.o problema é que eu me canso.

Só sei que nada sei...

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Eu ando pelo mundo prestando atenção Em cores que eu não sei o nome Cores de Almodóvar Cores de Frida Kahlo, cores Passeio pelo escuro Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve E como uma segunda pele, um calo, uma casca, Uma cápsula protetora Eu quero chegar antes Pra sinalizar o estar de cada coisa Filtrar seus graus Eu ando pelo mundo divertindo gente Chorando ao telefone E vendo doer a fome nos meninos que têm fome Pela janela do quarto Pela janela do carro Pela tela, pela janela (quem é ela, quem é ela?) Eu vejo tudo enquadrado Remoto controle Eu ando pelo mundo E os automóveis correm para quê? As crianças correm para onde? Transito entre dois lados de um lado Eu gosto de opostos Exponho o meu modo, me mostro Eu canto para quem? Pela janela do quarto Pela janela do carro Pela tela, pela janela (quem é ela, quem é ela?) Eu vejo tudo enquadrado Remoto controle Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê? Minha alegria, meu cansaço? Meu amor cadê você? Eu acordei Não tem ninguém ao la...
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Ontem achei minhas poesias. Antigas. Bem antigas. Da época que eu realmente escrevia como hábito. Quando eu tinha sonhos. Quando eu achava que as coisas eram mais fáceis. Mentira essa última frase. Nunca pensei que as coisas poderiam ser mais fáceis. Essa é uma das minhas características que acredito serem meu eixo: nunca penso que as coisas podem me ser fáceis. Fantasio que serão. Mas sei da impossibilidade. Tudo que eu quero deve ser conseguido no último momento, de forma inesperada ou com altas doses de paciência. E isso tudo vai totalmente contra a minha natureza impulsiva. Bem, depois de um certo tempo não é mais tão impulsiva. Simplesmente, não tem como mantê-la dessa forma. Porque para se chegar aonde (ou onde? nunca sei!) cheguei, é preciso saber mudar. Saber que nem sempre é possível ser ferro e fogo. Mas ainda me aflige não ter tudo o que quero no momento e da maneira que quero. Eu sei. Isso é infantilidade. Mas maior infantilidade seria negar essa faceta minha... E eu achei ...
Será que o que você escolheu é realmente o que você quer? (porque às vezes olhar pela janela é mais interessante do que abrir a porta) Vento solar e estrelas do mar A terra azul da cor de seu vestido Vento solar e estrelas do mar Você ainda quer morar comigo Se eu cantar não chore não É só poesia Eu só preciso ter você por mais um dia Ainda gosto de dançar, bom dia, Como vai você? Sol, girassol, verde vento solar Você ainda quer morar comigo Vento solar e estrelas do mar Um girassol da cor de seu cabelo Se eu morrer não chore não É só a lua É seu vestido cor de maravilha nua Ainda moro nesta mesma rua, Como vai você? Você vem, ou será que é tarde demais? O meu pensamento tem a cor de seu vestido Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo
Porque eu falo e poucos me escutam. Porque eu vejo o que não vêem. Porque eu sou o que não se espera. Por que você não me encara e diz o que realmente pensa?
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... e por vezes eu me permito não ter todas as respostas...
E o que é que me prende? E o que é que me leva?
Es um senhor tão bonito Quanto a cara do meu filho Tempo tempo tempo tempo Vou te fazer um pedido Tempo tempo tempo tempo Compositor de destinos Tambor de todos os ritmos Tempo tempo tempo tempo Entro num acordo contigo Tempo tempo tempo tempo Por seres tão inventivo E pareceres contínuo Tempo tempo tempo tempo És um dos deuses mais lindos Tempo tempo tempo tempo E tudo se resume a uma folha em branco - ou uma página em negro. Porque são coisas que não há como falar, não há o que explicar. Porque fica o dito pelo não dito. Porque mesmo que falte não se percebe o que é. Mesmo que se queira além, não se define. Como aquela eterna vontade de comer alguma coisa que não se conhece, algo que ainda não se inventou. Eterna sensação de se estar na cadeira errada. Incômodo, muito incômodo. E nem sempre passa depois de uma noite... Sobretudo naquelas noites em que o sono não vem. Naquelas noites que o silêncio é eterno e tudo é expectativa. ... essa mania de quere...
Frente al mar Oh mar, enorme mar, corazón fiero De ritmo desigual, corazón malo, Yo soy más blanda que ese pobre palo Que se pudre en tus ondas prisionero. Oh mar, dame tu cólera tremenda, Yo me pasé la vida perdonando, Porque entendía, mar, yo me fui dando: «Piedad, piedad para el que más ofenda». Vulgaridad, vulgaridad me acosa. Ah, me han comprado la ciudad y el hombre. Hazme tener tu cólera sin nombre: Ya me fatiga esta misión de rosa. ¿Ves al vulgar? Ese vulgar me apena, Me falta el aire y donde falta quedo, Quisiera no entender, pero no puedo: Es la vulgaridad que me envenena. Me empobrecí porque entender abruma, Me empobrecí porque entender sofoca, ¡Bendecida la fuerza de la roca! Yo tengo el corazón como la espuma. Mar, yo soñaba ser como tú eres, Allá en las tardes que la vida mía Bajo las horas cálidas se abría... Ah, yo soñaba ser como tú eres. Mírame aquí, pequeña, miserable, Todo dolor me vence, todo sueño; Mar, dame, dame el inefable empeño De t...